
Dia 18 - Tendo uma vida em comum
A vida foi feita para ser compartilhada.
Comunhão é muito mais que aparecer nos cultos. Significa “experimentar a vida juntos”. Isso inclui amar de modelo altruísta, compartilhar com transparência, servir nas necessidades práticas, autossacrifício, consolar solidariamente e todas as outras atividades seguidas da expressão “uns aos outros” encontrada no Novo Testamento.
Quando se trata de comunhão, o tamanho importa: quanto menor, melhor. Você pode adorar no meio da multidão, mas não pode ter comunhão com todos ao mesmo tempo. Quando um grupo aumenta para mais de dez pessoas, alguém deixa de participar - normalmente o mais reservado - e umas poucas pessoas acabam dominando o grupo.
Todo cristão deve fazer parte de algum pequeno grupo dentro de sua igreja: um grupo de comunhão nas casas, uma classe de escola dominical, um grupo de estudo bíblico. É nesses encontros que ocorrem a verdadeira comunhão; não nas grandes reuniões. Se você imaginar sua igreja como um navio, os diversos grupos são os botes salva-vidas presos a ele.
Muitos grupos na igreja ficam presos à superficialidade e não fazem ideia de como é experimentar a verdadeira comunhão. Mas qual a diferença entre a comunhão verdadeira e a falsa?
Na verdadeira comunhão, as pessoas experimentam autenticidade
A comunhão autêntica não é superficial, não se resume a conversas sobre banalidades. É genuína, de coração para coração, às vezes chegando ao ponto de compartilhar assuntos íntimos. A comunhão ocorre quando as pessoas se mostram honestas a respeito de si mesmas e do que está acontecendo em sua vida. Elas dividem mágoas, revelam sentimentos, confessam falhas, dão a conhecer dúvidas, admitem medos, reconhecem suas fraquezas e pedem ajuda e oração.
Somente quando somos sinceros sobre a nossa vida é que experimentamos a real comunhão. As trevas são usadas para esconder ferimentos, erros, medos, fracassos e falhas. É na luz que os trazemos todos para um lugar aberto e admitimos quem realmente somos.
Naturalmente, ser autêntico exige coragem e ao mesmo tempo humildade. Significa enfrentar o medo de ser exposto, da rejeição e de ser novamente magoado. Por que alguém correria esse risco? Porque é a única maneira de crescer espiritualmente e ser emocionalmente saudável. Só crescemos assumindo riscos, e o mais difícil de todos é ser honesto com você mesmo e com os outros.
Na verdadeira comunhão, as pessoas experimentam reciprocidade
Reciprocidade é a arte de dar e receber. É depender um do outro. A Bíblia diz: “O modo pelo qual Deus formou o corpo humano é um modelo que nos ajuda a entender nossa vida comunitária na igreja. Cada parte depende da outra” (1 Coríntios 12.25).
Somos mais constantes em nossa fé quando outras pessoas caminham conosco e nos incentivam. Em mais de 50 ocasiões no Novo Testamento, somos orientados a realizar diferentes tarefas “uns aos outros” e “uns dos outros”.
Você não é responsável por todos no Corpo de Cristo, mas tem responsabilidades para com eles. Deus espera que você faça tudo que puder para ajudá-los.
Na verdadeira comunhão, as pessoas experimentam compaixão
Compaixão não é dar um conselho ou oferecer uma ajuda eventual: é penetrar e compartilhar a dor dos outros.
A compaixão satisfaz duas necessidades fundamentais do ser humano: a de ser compreendido e a de ter seus sentimentos respeitados. compreender e respeitar o sentimento de alguém abre caminho para a comunhão.
O problema é que estamos quase sempre tão ansiosos por corrigir situações que não temos tempo de sentir compaixão. Ou então estamos preocupados com nossas mágoas. A autopiedade esgota completamente a compaixão pelas outras pessoas.
É em tempos de crise, tristeza e dúvidas mais profundas que mais precisamos uns dos outros. Quando as circunstâncias nos esmagam, a ponto de nossa fé vacilar, é que mais precisamos de amigos cristãos.
Na verdadeira comunhão, as pessoas experimentam misericórdia
Todos precisamos de misericórdia, porque todos tropeçamos, caímos e precisamos de ajuda para retomar o caminho. Precisamos oferecer misericórdia uns aos outros e estar dispostos a recebê-la uns dos outros. Deus diz:”Quando as pessoas pecarem, vocês devem perdoá-las e confortá-las, para que não sejam vencidas pelo desespero” ( 2 Coríntios 2.7).
Você não pode ter comunhão sem que haja perdão. Deus adverte: “Jamais guardem rancor” (Colossenses 3.13), porque a amargura e o ressentimento destroem a comunhão.
Às vezes, magoamos uns aos outros intencionalmente e às vezes sem querer, mas de qualquer maneira faz-se necessária uma enorme quantidade de graça e misericórdia para criar e manter a comunhão.
A misericórdia de Deus para conosco é um estímulo para que sejamos misericordiosos uns com os outros. Lembre-se: jamais lhe será pedido que perdoe alguém mais do que Deus já lhe perdoou. Sempre que for magoado por alguém, você terá uma escolha: usar sua energia e seus sentimentos para buscar vingança ou para encontrar uma solução. Você não pode optar por ambas as coisas.
Você experimentará muitos benefícios ao fazer parte de um grupo da igreja comprometido com a verdadeira comunhão. Trata-se de algo essencial à vida cristã e não pode ser ignorado.
Há mais de dois mil anos, os cristãos vêm se reunindo regularmente em grupos para buscar comunhão. Se você nunca fez parte de um grupo ou de uma reunião como essa, não sabe o que está perdendo!
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Pensando sobre Meu Propósito de Vida
- Tema para reflexão: Preciso de outras pessoas em minha vida
- Versículo para memorizar: “Compartilhem os seus problemas e aflições uns com os outros e dessa forma obedeçam à lei de Cristo” (Gálatas 6.2).
- Pergunta para meditar: Que posso fazer hoje para me unir a outro irmão de maneira mais íntima e verdadeira?
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Oração
“ Senhor, sabemos que nos fez para vivermos em comunhão, para cuidarmos uns dos outros e para ajudar uns aos outros sempre que preciso for. Por isso, Te peço, Pai, dá-nos entendimento da Tua Palavra, dá-nos compaixão, misericórdia para que possamos estender a mãos a todos os nossos irmãos que necessitarem de ajuda e que também tenhamos humildade para confessar nossos erros, para que assim, possamos ser ajudados também.
Nos ajuda a desenvolver e aprofundarmos nos relacionamentos com nossos irmãos, que nossa comunhão uns com os outros não seja superficial, mas que seja de uma forma genuína. Que possamos amar nossos irmãos, assim como o Senhor nos amou, pois fazemos parte do mesmo corpo: O Corpo de Cristo! Amém”.
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Nesses últimos devocionais você pode ter notado que Rick Warren fala bastante sobre a importância dos nossos relacionamentos com as pessoas, com nossos irmãos da igreja; sobre a necessidade de pertencermos à uma igreja local, pois é ali que Deus quer desenvolver nossas habilidades e dons.
Você deve saber que conviver com pessoas que têm planos, visão e opiniões diferentes dos nossos é realmente desafiador. Deus nos fez diferentes uns dos outros. Por isso é importante desenvolvermos essa habilidade de convivência com as pessoas, pois, como já vimos nos devocionais anteriores, é isso que vai nos permitir amadurecer espiritualmente.
Espero que esses devocionais estejam sendo tão bons para você, quanto foi e está sendo para mim. Foi através desse livro (Uma vida com Propósitos) que entendi a necessidade de convivermos em sociedade. Sim, porque eu vivia “enclausurada” e pensava que assim estava tudo bem, mas aprendi que Deus quer que nos relacionemos com outras pessoas.
Fiquem na paz e até nosso próximo devocional.
Com Carinho,
Rosilene :)
Data: 21-08-2025 09:08
Autor: Extraído do Livro de Rick Warren
